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Grupos, conjuntos ou bandas de rock têm sempre uma coisa em comum: a música. Mesmo sendo ruim ou destinada a ser um clássico, a música consegue unir diferentes tipos de músicos e pessoas. Não foi diferente com Maurício (bateria), Shazan (baixo), Sérgio (guitarra) e Di (vocal). Afinal, o que têm em comum um radialista, um engenheiro, um publicitário e um nerd? Só mesmo a vontade de tocar poderia fazer com que esses quatro amantes do bom e velho rock and roll se reunissem. Aliás, é sempre bom lembrar que o rock não é o único estilo a influenciar a musicalidade da G.R.I.M. Só para se ter uma idéia, o baixista é fã de carteirinha de Ben Harper, o baterista adora Slayer, o guitarrista ouve todos os dias Beatles e o vocalista não tira o cd do System of a Down dos ouvidos. Para uma banda que nasceu há doze anos em festas de faculdade e balbúrdias de amigos, tocando de Rem a Iron Maiden, passando pelos clássicos de Zeppelin, Purple, Sabbath e Ramones, e claro, muito Paralamas, Legião, Titãs e Barão Vermelho; até chegar a tocar em eventos da Rádio 89 e Transamérica e depois se apresentar para mais de três mil pessoas e ter um vídeo-clipe exibido na MTV, não foi nada mal. Resgatando o que cada um gostava, o que existe de novo no cenário musical mundial e a lembrança dos grandes ídolos dos anos 60 e 70, a G.R.I.M. procurou a fusão perfeita de estilos e tendências para criar a sua própria identidade. Ao ouvir o cd de estréia da banda, A Cara do Hoje, percebe-se uma grande influência de sonoridades atuais que vão de Linkin Park a O Rappa. Mas a preocupação maior da G.R.I.M. não está somente em mostrar um som diferente. As letras de A Cara do Hoje falam sobre paz, religião, fé, Deus. E se a mensagem fosse restrita a esses elementos, você poderia ter certeza que a G.R.I.M. seria uma banda gospel. Mas depois de ouvir faixas como Real Valor, Beira-Mar, Unidade e Positividade, você vai perceber que a realidade talvez não seja aquela que você vê nos faróis; e sim, aquela para a qual você fecha os olhos. Independente de tudo o que se possa falar, você pode até pensar que a G.R.I.M. é mais uma daquelas bandas rotuladas como conscientes, chatas e insuportáveis. A melhor resposta seria pedir três minutos de seu tempo para ouvir a poesia distoante do Menino do Morro, ou, a guitarra e a bateria que criaram uma Fé distorcida e abalável. Mas antes de você pensar em qualquer motivo para criticar, eu sugiro: ouça para crer! E no melhor dos casos: veja para crer! A mesma energia canalizada de dias e dias em estúdios de gravação - buscando o mais perfeito equilíbrio entre música e barulho - está presente em quase duas horas ininterruptas de show. Um show que, no mínimo, vai fazer você pular, cantar, gritar e entender porque a música da G.R.I.M. sempre está gerando repercussão, idéia e movimento.
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